Caso Hipócrates com mais uma audiência realizada

Pedro Augusto

Esta semana, uma audiência de instrução e julgamento referente à operação Hipócrates foi realizada na Vara de Violência Contra a Mulher, no 2º Fórum Universitário Asces, em Caruaru. Presidida pelo juiz Hildemar Macedo de Morais, a sessão contou com as participações de advogados de alguns acusados, bem como de um promotor do Ministério Público de Pernambuco, além de testemunhas. Para quem não recorda mais desta operação, ela foi desencadeada em novembro de 2015, não só na Capital do Agreste, mas também em demais municípios do Estado, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa, que, segundo as investigações da Polícia Civil, vinha utilizando-se do desespero de pacientes do Hospital Regional do Agreste, para cobrar por serviços que são garantidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Na época, nove pessoas foram presas e mais duas foram levadas até a delegacia com o cumprimento pela polícia de mandados de condução coercitiva, entre médicos, auxiliares de enfermagem, um chefe de emergência e uma comerciante. A maioria dos suspeitos de integrar a suposta quadrilha acabou sendo encaminhada para Penitenciária Juiz Plácido de Souza, onde permaneceu poucos meses na prisão. De lá para cá, uma série de audiências tem sido realizada sobre o caso, sem ainda qualquer condenação, mas com algumas absolvições.

Além de formação de quadrilha, ao longo dos últimos anos, os acusados também tiveram e ainda permanecem se defendendo dos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, lesão corporal, dentre outros. Como houve o desmembramento dos processos do caso, cada um deles vem sendo tratado durante as audiências de instrução e julgamento, o que tem provocado o arrastamento do mesmo. Após o término de todas as sessões haverá as alegações finais e será marcado o julgamento dos réus.

Desencadeada no dia 11 de novembro de 2015, nas cidades de Caruaru, Agrestina, São Caetano, Tacaimbó e Recife, a Hipócrates, segundo a polícia, teria desarticulado um grande esquema criminoso, que teria apurado por baixo mais R$ de 5,5 milhões com a cobrança por parte de profissionais de saúde para a realização de procedimentos cirúrgicos, que são garantidos de forma gratuita por lei. Todos os acusados negam a prática.

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