Na Terra da Sulanca, extensas movimentações em plena época de Covid-19

Foto: Divulgação
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Na primeira segunda-feira (27) após a publicação de decreto elaborado pelo Governo do Estado autorizando a abertura de lojas de tecidos e aviamentos em tempos de pandemia de novo coronavírus, o que se observou em Santa Cruz do Capibaribe, na região Agreste do Estado, foi uma intensa movimentação de veículos e populares circulando pela área territorial da cidade.

Vídeos e fotografias chegaram até ao Blog Caruaru em Pauta a fim de se ilustrar os extensos fluxos principalmente nos entornos e nas imediações dos estabelecimentos voltados para o setor. O que não representa na prática qualquer tipo de crime, haja vista que este tipo de comércio encontra-se autorizado para operar com a venda de insumos para fabricação de máscaras e outros Equipamentos de Proteção Individual, que estão sendo importantes na prevenção contra a Covid-19.

Entretanto, na contramão de tal produção essencial, centenas de populares que estiveram circulando, na manhã de hoje, na Terra da Sulanca, acabaram dando péssimos exemplos no tocante à prevenção da doença. Como se não bastasse o não cumprimento ao isolamento social – o mais recomendado neste período -, eles não se fizeram de rogados  em preencher aglomerações, bem como sequer portaram máscaras de proteção.

Um morador de Santa Cruz, que preferiu não ter o nome revelado, criticou o excesso de movimentação. “Precisei sair de casa para ir até ao supermercado e acabei presenciando uma quantidade enorme de veículos e pessoas circulando pela cidade. Inclusive, vários ônibus encontravam-se estacionados na frente de algumas empresas com pessoas em aglomeração. Ou seja, não adianta de nada fazer isolamento se as outras pessoas não vêm respeitando as medidas apontadas pelos órgãos de saúde. Infelizmente, mesmo fazendo a minha parte, acabo ficando sujeito à doença devido à má conduta desses irresponsáveis”.

Se em Santa Cruz, a movimentação registrada se assemelhou com as de períodos considerados normais, em demais municípios integrantes do Polo de Confecção do Agreste, a exemplos de Caruaru e de Toritama, pelo menos até agora, o fluxo tem se caracterizado como praticamente inexistente em se tratando de dois dos principais centros de moda do país.