Abraham Weintraub anuncia saída do Ministério da Educação

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta quinta-feira (18) que deixará o cargo. A confirmação foi dada em um vídeo publicado por ele em suas redes sociais. Nas imagens, Weintraub aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro e afirma que, nos próximos dias, “passará o bastão” para um ministro “interino ou definitivo”.

Sem esclarecer as razões que o levaram a deixar o governo, Weintraub agradeceu ao presidente Bolsonaro e anunciou que recebeu convite para ser diretor do Banco Mundial. “Nesse momento eu não quero discutir os motivos da minha saída. O importante é dizer que eu recebi um convite pra ser diretor de um banco. Eu já fui diretor de um banco no passado, volto para o mesmo cargo, mas dessa vez no Banco Mundial”, disse p agora ex-ministro.

Weintraub é o quarto ministro do governo Bolsonaro a cair em dois meses. Sua saída do MEC foi marcada por uma série de declarações polêmicas, colocando o Executivo em conflitos com os outros dois Poderes, em especial o Judiciário.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa era de que Weintraub fosse demitido em breve. A relação com a Corte que não era das melhores, piorou após a fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril, divulgada publicamente. Na data em questão, Weintraub disse se referindo aos ministros que, por ele, “botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”.  O ocorrido afastou ministros do governo e trincou ainda mais o pacto entre os Poderes.

A situação de Weintraub no governo se complicou após a sua presença nas manifestações pró-Bolsonaro no último domingo na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O então ministro foi flagrado em aglomeraçõe sem fazer o uso da máscara de proteção, que é obrigatório em locais públicos na capital federal durante a pandemia da Covid-19, conforme decreto local. Weintraub foi multado em R$ 2 mil por contrariar a norma sanitária.

Ao final do vídeo, Bolsonaro declarou que o país vive “um momento difícil, mas que “todos os seus compromissos de campanha continuam de pé”. “Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade e sabem o que o Brasil está passando, o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”, finalizou o presidente Bolsonaro.

O comando do MEC ainda é considerado incerto. Embora o governo não tenha anunciado um nome para a pasta, especula-se que o interio Carlos Nadalim, seguidor do filósofo e “guru” bolsonarista Olavo de Carvalho, deverá suceder a chefia do ministério.

Diario de Pernambuco