FPF se reunirá com representantes do governo para ajustar liberação do futebol no Estado

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Após ter o aval para o retorno das competições futebolísticas em Pernambuco negado pelo governo do estado, mesmo tendo enviado protocolo de segurança sanitária na última sexta-feira, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) vem se articulando para cumprir as pendências baseadas no que foi exigido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e buscar a retomada do certame estadual o mais breve possível. Para isso, o presidente da FPF, Evandro Carvalho, aponta que ambas as partes devem se reunir na sexta-feira para acertar esses detalhes e prosseguir no sentido da liberação.
“Hoje nós tinhamos um encontro com representantes do governo, mas acabou sendo adiado. Apesar disso, já iniciamos as conversas para identificar quais seriam as dificuldades para a retomada. Amanhã teremos um contato por videoconferência para sabermos o que ficou ainda pendente para que possamos saber o que falta ajustar. De nossa parte, vamos fazer o possível para atender o protocolo exigido pelo governo do estado para que possamos prosseguir no sentido da liberação dos jogos com a maior brevidade possível”, apontou Evandro.
Vale lembrar que esse posicionamento negativo por parte do governo foi dado na última terça-feira, quando o secretário de planejamento de Pernambuco, Alexandre Rêbelo, apontou a saída da liberação do futebol da fase cinco do plano de flexibilização das atividades e retomada da economia, colocando que a volta das partidas não deve ocorrer na primeira quinzena de julho. 
Além do Campeonato Pernambucano, suspenso quando ainda restava ser realizada a última rodada da fase de classificação, Recife também concorre para receber os jogos restantes da Copa do Nordeste, que será finalizada em sede única a ser indicada pela CBF. Perguntado sobre a possibilidade de buscar uma articulação junto ao governo do estado e à prefeitura, Evandro coloca que por ser um evento privado, as decisões cabem à Liga do Nordeste.
“A Liga colocou Recife como opção, mas como é uma competição privada, ela decide e se não houver impedimento legal a CBF homologa. A princípio, não cabe a nós articular com o governo do estado o que quer que seja neste sentido. Recife foi considerada por causa da posição estratégica privilegiada e todo o ganho que isso poderia dar ao torneio. Não passa por nós fazer qualquer esforço nesse sentido. É decisão da Liga e ela pode realizar a competição em quaisquer datas até o dia 31 de dezembro. Dessa forma, pode ser que a continuidade da competição nem aconteça agora, seja jogada mais para futuro”, concluiu.
Do Super Esportes