Pernambuco não avança no plano de flexibilização das atividades econômicas

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Pernambuco não avança nenhuma etapa na próxima semana no plano de flexibilização das atividades econômicas. Apesar da estabilidade na curva de contaminação do coronavírus, a decisão do governo do estado visa garantir que não haja uma nova crescente dos casos da Covid-19 e um consequente recuo nas etapas já liberadas. Apenas Ouricuri e Araripina terão novidade a partir da próxima segunda-feira. Os dois municípios estão desde o último dia 7 em isolamento mais rígido, apenas com as atividades consideradas essenciais funcionando. Eles voltam para a etapa quatro, com o retorno do funcionamento do comércio varejista.

Desta forma, a Região Metropolitana do Recife e as Zonas da Mata Norte e Sul seguem na etapa sete, com serviços de alimentação podendo funcionas entre 6h e 22h e shoppings abrindo durante 12 horas, entre 10h e 22h. As Macrorregiões 2, que compreende os municípios de Caruaru, Garanhuns e o entorno, e 3, com Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada como principais polos, permanecem na etapa seis. Os serviços de alimentação e shoppings podem funcionar das 6h às 20h com capacidade reduzida em 50% e também estão liberadas as academias e polo de confecções.

As Macrorregiões 4 e 5, com as Gerências Regionais de Saúde em Salgueiro e Petrolina, permanecem na etapa cinco, com 50% dos escritórios e 100% das concessionárias de veículos. Os serviços essenciais continuam funcionando, como o comércio atacadista, e sistema de delivery e ponto de coleta em lojas de material de construção, serviços de alimentação, feiras e polos de confecções. Ainda na Macrorregião 4, Araripina e Ouricuri saem do isolamento mais rígido e retomam a etapa quatro.

“O nosso plano de convivência com a Covid-19 foi muito estudado e essa semana completa 75 dias dele. Temos conseguido implantar a retomada de acordo com a pandemia em cada região do estado. A gente compreende os setores que não conseguiram voltar ainda, mas é analisando os dados que fazemos os avanços quando possíveis. Mas é importante ter cautela para sempre avançar e não ficar no efeito sanfona, abrindo e fechando se perder o controle da curva de contaminação. Não podemos achar que a doença foi embora, precisamos ter cuidado com os protocolos”, disse Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Diario de Pernambuco