Economia colaborativa e a busca por associações para assistência veicular

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Em um país em que as rodovias e estradas, em sua maioria, são mal conservadas, cheias de buracos e sinalização ruim, os acidentes e as quebras mecânicas são constantes. Além disso, a criminalidade também é um fator de insegurança, onde são comuns os roubos e furtos de veículos. Assim, esse cenário de muitos riscos influencia diretamente o valor e as exigências das seguradoras, tornando os planos de seguros veiculares impossíveis para muitos trabalhadores, seja por seu valor ou pelas regras de aceitação de clientes.

Por isso, as associações de proteção veicular, como alternativas aos seguros tradicionais, vêm ganhando cada vez mais adesões, oferecendo segurança e assistência, cobrando preços mais em conta e construindo uma rede de economia colaborativa.

“As associações de proteção veicular vieram na esteira da economia colaborativa — tendência recente que se faz presente em diversos outros segmentos de prestações de serviços. Esse associativismo tem levado trabalhadores e empresas a articularem esforços conjuntos com o objetivo de defender interesses comuns”, disse o presidente da AutoVip, em Caruaru, Amarildo Batista.

Atuando na cidade desde 2014, a AutoVip é uma Associação de Assistência e Proteção Veicular para carros, motos, bikes, vans e caminhões que tem a cultura de colaboração no DNA e na relação de cada pessoa com a associação, pois compreende que a ajuda mútua é o jeito mais seguro, barato e inteligente de proteger um veículo. Com mais de oito mil associados, a AutoVip inaugura, no próximo dia 19 de abril, sua nova sede em Caruaru, onde vai fortalecer ainda mais a cultura da economia colaborativa na região.

Como funciona uma associação de proteção veicular?

O interessado adere à associação e paga a sua taxa de adesão e mensalidade, tornando-se um associado. Assim, caso ocorra um sinistro com você ou com algum outro membro naquele mês, o valor será coberto pela associação, sendo aquela despesa dividida integralmente entre todos os associados.

O atendimento e os serviços oferecidos pelas associações ficam disponíveis 24 horas para o associado, que pode contar também com tecnologias de rastreamento e monitoramento em situações de furto ou roubo nas estradas. Para os casos de reparos nos veículos, as associações disponibilizam uma ampla rede de oficinas credenciadas, com profissionais competentes.

É preciso, antes de mais nada, certificar-se da qualidade do serviço prestado pela associação escolhida. Colha dados sobre a satisfação dos associados (a Internet poderá ajudar nessa tarefa) e busque o máximo de informações e depoimentos possíveis sobre o serviço.

As associações não têm fins lucrativos. Em razão disso, a proteção veicular é bem mais em conta, se comparada ao seguro, e os motoristas terão nela uma boa alternativa para a diminuição dos custos nesse sentido.

“Imaginemos um jovem de 22 anos que busque os serviços de uma seguradora convencional. Ele entrará automaticamente no perfil de risco, tendo em vista a análise de perfil praticada nessas instituições, e pagará bem a mais pelo seguro de seu carro por isso. Em uma associação, ele pagará o mesmo que o seu tio de 65 anos pagaria. Nas associações, todos são tratados como iguais, podendo contratar os serviços de proteção veicular sob os mesmos termos. Isso se reverte em menor preço final, é claro”, finalizou Amarildo Batista.